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Biocombustíveis

Maurício Lopes: transição energética, diversificação e o futuro da bioeconomia

Bioeconomia tropical: o ex-presidente da Embrapa Maurício Lopes explica por que diversificar culturas e integrar alimento e energia é estratégico.

Por Publicado em 2 min de leitura

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Transição Energética, Diversificação e o Futuro da Bioeconomia | Dr. Maurício Lopes

Resumo direto

  • Para Maurício Lopes, ex-presidente da Embrapa (2012 a 2018), a transição energética é a maior oportunidade estratégica do século para o Brasil.
  • A resposta brasileira às crises do petróleo dos anos 1970 colocou o país à frente no uso de biomassa renovável.
  • Diversificar além de soja, milho e cana, com macaúba, canola tropicalizada e capim-elefante, ajuda a atender a demanda por SAF.
  • A integração lavoura-pecuária-floresta e o etanol de milho mostram que alimento e energia não competem.

No programa Energia Agro, Donizete Tokarski recebeu Maurício Lopes, ex-presidente da Embrapa entre 2012 e 2018 e pesquisador com longa trajetória em biologia molecular e agricultura tropical. A conversa tratou da transição energética como imperativo climático e, ao mesmo tempo, como oportunidade estratégica para o Brasil.

A vocação tropical do Brasil

Segundo Lopes, a resposta brasileira às crises energéticas dos anos 1970 consolidou uma agricultura tropical de ponta e colocou o país décadas à frente no uso de biomassa renovável. Essa base científica e produtiva é o ponto de partida para a bioeconomia que o país pode liderar.

Diversificar matérias-primas

O entrevistado defende ir além de soja, milho e cana. Entre as apostas citadas estão palmáceas como a macaúba, a tropicalização da canola e o uso de gramíneas C4, como o capim-elefante, para atender à demanda crescente por combustível sustentável de aviação (SAF).

Alimento e energia no mesmo sistema

Para Lopes, a suposta concorrência entre alimento e energia não se sustenta no modelo agrícola brasileiro. Sistemas como a integração lavoura-pecuária-floresta permitem produzir de forma multifuncional, e o etanol de milho é um exemplo de agregação de valor local: o mesmo processo gera energia e proteína para a ração animal.

Biorrefinarias nas propriedades rurais

A entrevista apresenta a visão de um futuro em que as fazendas serão capazes de produzir localmente insumos, polímeros e biocombustíveis, contribuindo para descarbonizar a indústria e toda a cadeia de produção.

Uma bioeconomia própria do cinturão tropical

Lopes defende que o Brasil desenhe um modelo próprio de bioeconomia, conectado ao nexo entre alimento, nutrição, saúde e sustentabilidade, em vez de importar modelos pensados para países de clima temperado.

Os números do artigo

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IndicadorDado
Mandato de Maurício Lopes na presidência da Embrapa2012 a 2018
Origem da vocação brasileira em biomassacrises do petróleo dos anos 1970
Símbolo da marca Donizete Tokarski

Sobre o autor

Donizete Tokarski

Engenheiro agrônomo formado pela UFG, presidente executivo da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), sócio-diretor da LKT Consultores Associados e apresentador do programa Energia Agro, no Canal AgroMais.

Conheça a trajetória
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