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Biocombustíveis

Gonçalo Pereira: o protagonismo dos biocombustíveis, a desfossilização e a bioeconomia

Desfossilização: o professor Gonçalo Pereira, da Unicamp, explica a diferença entre preço e valor dos biocombustíveis e o potencial do agave no Sertão.

Por Publicado em 2 min de leitura

Assista à entrevista

O Protagonismo dos Biocombustíveis, Desfosilização e Bioeconomia | Prof. Dr. Gonçalo Pereira

Resumo direto

  • Gonçalo Pereira, da Unicamp, lidera o Laboratório de Genômica e Bioenergia (LGB).
  • Ele resgata o Proálcool dos anos 1970 como prova de que o Brasil pode produzir energia renovável em grande escala.
  • A cadeia de bioenergia gera de 40 a 50 vezes mais empregos por unidade de energia do que o setor fóssil, segundo o professor.
  • Agave e macaúba podem transformar áreas do semiárido nordestino em polos de bioenergia.

No Energia Agro, Donizete Tokarski conversou com o professor Gonçalo Pereira, docente da Unicamp e líder do Laboratório de Genômica e Bioenergia (LGB). O debate uniu ciência, história e economia para explicar por que o Brasil tem condições de liderar a substituição dos combustíveis fósseis.

O legado do Proálcool

O professor compara o Proálcool, nos anos 1970, a um projeto do porte de levar o homem à Lua no campo da energia limpa. Para ele, a experiência mostrou que é possível produzir na superfície terrestre uma quantidade de energia renovável capaz de rivalizar com as reservas fósseis.

Preço e valor

Segundo Pereira, o biocombustível sempre terá dinâmica diferente das fontes fósseis, porque carrega benefícios que o preço não mostra, como saúde, meio ambiente e empregos. O RenovaBio e os CBIOs são citados como mecanismos que transformam essas externalidades positivas em valor reconhecido pelo mercado.

Descarbonizar ou desfossilizar

O entrevistado lembra que o carbono é a base da vida. Por isso, defende que a meta da civilização seja desfossilizar a matriz energética, deixando de retirar do subsolo o carbono que hoje se soma à atmosfera.

Emprego e renda no interior

De acordo com o professor, a cadeia de bioenergia gera de 40 a 50 vezes mais postos de trabalho por unidade de energia do que o setor fóssil. Essa renda no interior é, para ele, a resposta ao mito de que biocombustíveis competem com alimentos: o combate à fome passa pela distribuição de riqueza e pela criação de empregos.

Novas culturas no semiárido

A entrevista destaca o potencial do agave e da macaúba, culturas adaptadas ao clima seco, para transformar áreas do semiárido nordestino em polos de produção de bioenergia.

Os números do artigo

Os números do artigo
IndicadorDado
Empregos por unidade de energia: bioenergia x fóssil40 a 50 vezes mais
Marco histórico citadoProálcool, anos 1970
Símbolo da marca Donizete Tokarski

Sobre o autor

Donizete Tokarski

Engenheiro agrônomo formado pela UFG, presidente executivo da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), sócio-diretor da LKT Consultores Associados e apresentador do programa Energia Agro, no Canal AgroMais.

Conheça a trajetória
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